Arquivo da Categoria Propaganda Digital

A maioria das agências de publicidade ainda não está preparada para as novas mídias. Desconhecem as possibilidades que esses meios oferecem e estão demorando demais a adaptar-se ao novo cenário da comunicação. A Internet ainda é vista como meio complementar, onde exerce um papel tímido no planejamento de mídia; As ações, muitas vezes, restringem-se a hotsites para a campanha e não são exatamente planejados como deveriam, em função da estratégia. Muitos profissionais de comunicação ignoram o novo contexto cultural em que nos inserimos, onde o consumidor mudou a forma de consumir informação.

O grande erro, principalmente para os profissionais de comunicação, está em não conseguir perceber que os novos meios apenas revelam valores e necessidades já presentes na sociedade. O surgimento de serviços como delivery, educação a distância, e-commerce, bankline e guias virtuais de cidades são, na verdade, sintomas de um processo de encasulamento causado principalmente pelas dificuldades de locomoção e segurança nas grandes cidades, e nada tem a ver com um processo de alienação e comodismo. O inchaço das megalópoles traz vários tipos de problemas sociais, que por consequência trazem estes serviços como solução.

Na verdade, o que existe é a necessidade de se comunicar em uma esfera que os meios de comunicação tradicionais não são mais capazes de atender, ao menos isoladamente. Devemos considerar o fato de que nossas vidas, nossas necessidades, nossos valores como consumidores e como pessoas mudam, a utilização exclusiva das ferramentas de comunicação tradicionais não é mais suficiente para compreender o consumidor e comunicar-se com ele de forma eficaz, é preciso integrar novas ferramentas para isso.

A utilização das novas mídias em benefício da comunicação se dá por permitir conhecer de perto o consumidor, interagir com ele, saber o que ele deseja e o que ele não gosta e reagir a isso. Não sustento a idéia de que os meios tradicionais irão morrer ou que devem ser abandonados, mas que o uso integrado desses meios pode potencializar a comunicação, tornando-a mais eficaz. As novas mídias, neste caso, encaixam-se no conceito de tecnologia disruptiva. Segundo Clayton Christensen, em seu livro O Dilema da Informação (2001), há dois tipos de tecnologia, a evolutiva e a disruptiva. A evolutiva seria um aperfeiçoamento da tecnologia atual, sempre melhorando. Já as tecnologias disruptivas evoluem muito mais rápido e podem reconfigurar mercados ou mudar as formas como as coisas são feitas. O problema é que muitas empresas não percebem o potencial da tecnologia disruptiva quando ela nasce, porque no início ainda é ruim e pouco lucrativa em relação à atual, precisando de investimento à longo prazo. O que acontece é que, por evoluírem muito rapidamente, as tecnologias disruptivas, em algum momento, vão passar a tecnologia atual e muitas empresas não vão ter tempo de se adequar e não conseguirão permanecer como líderes. Na comunicação, podemos observar que o crescimento dos meios de massa é muito inferior em relação ao crescimento da internet, tv digital e dos celulares, que estão mais preparados para o novo consumidor.

Diariamente, somos impactados pelos meios de comunicação com inúmeras mensagens, que gravam em nossa memória um “dicionário” de desejos que podem satisfazer nossas necessidades. Os meios de comunicação tradicionais sempre foram uma forma de comunicação de mão única mas, hoje, com os blogs (muito bons para estabelecer canal de comunicação entre a empresa e o consumidor) e ferramentas de busca como o google, que revolucionaram a forma de consumir conteúdo, o consumidor pode buscar informações sobre produtos e serviços anunciados, podendo encontrar divergências sobre o que é dito em campanha ou podem encontrar informações sobre a concorrência e acabarem por tomar a decisão em favor desta. O consumidor está buscando por produtos e serviços nas ferramentas de busca e muitas empresas estão perdendo oportunidades. Dentre os novos meios digitais, as ferramentas de busca são uma forte tendência da comunicação, sendo o meio menos intrusivo para se chegar ao consumidor, onde sua atenção está totalmente voltada para o serviço/produto que procura, estando totalmente aberto à mensagem e, em tempos onde a competição é pela atração e não mais da atenção, podemos notar o poder das ações em ferramentas de busca. É importante para uma organização estar atento à possibilidades abertas pelas novas mídias, visto que o consumidor está inserido nesse novo contexto e agora reage à mensagem.

Nas redes sociais, pessoas com interesses comuns se agrupam e nesses espaços a opinião pública torna-se perceptível e ganha enorme força, tornando ainda mais necessária a atenção das empresas em relação ao que é dito sobre seus produtos/serviços no ciberspaço, visto que o poder de manipulação das mídias de massa vem perdendo sua força por causa da Internet, onde não adianta dizer o que seu produto não cumpre.

Segundo Cris Rother (Sócia-Diretora de Mídia da LOV, agência de soluções digitais e interativas), quando analisamos algumas informações, percebemos que os consumidores mudaram, amadureceram e que não querem mais somente ser atraídos por uma campanha, site ou peça, mas sim colaborar, se entreter e opinar sobre tudo. Esperam que o escutem e preencham suas expectativas sobre um produto ou serviço, que lhe ofereçam muito mais, além daquilo que ele já esperava e do estava pronto para não esperar.

É bom deixar claro que se as organizações não abrirem espaços para os consumidores se expressarem de alguma forma, eles vão buscar outras formas de se expressar, como em blogs. Assim, uma empresa deixa de manter um relacionamento com o cliente, ouvindo o que ele tem a dizer, que pode trazer críticas construtivas, ajudar a empresa a evoluir, como também deixa de receber elogios e sentimentos positivos, que seriam vistos por outros clientes, trazendo maior valor.

(more…)

Segundo notícia da meio&mensagem online, o google vai lançar na terça-feira um medidor de audiência, que é um serviço que vai medir o uso da internet, dando estatísticas de quais sites determinado público-alvo visita. Isso é um marco e de importância incrível, visto que vai poder mensurar melhor a audiência online. O objetivo da ferramenta (que vai ser grátis) é justamente ajudar os publicitários a encontrar os melhores sites para comprar seus anúncios.

trecho: (…)
A abordagem do Google pode representar uma grande ameaça aos modelos atuais de monitoramento do uso da internet, dizem executivos da área de publicidade. As duas firmas de medição de rede que dominam o mercado (comScore e Nielsen Online) baseiam seus dados principalmente em painéis e sondagens, que os críticos dizem ser inconsistentes e incompletos.

Sensacional. Poder medir realmente a audiência de determinados sites vai dar ainda mais credibilidade à propaganda online, sem contar a melhoria da adequação para o target.

É através dos sites de busca que o usuário vai pesquisar a informação que precisa. Naturalmente, os resultados dessa busca devem ser relevantes, devem ser uma resposta ao que ele procura, afinal, esse é o propósito de um site de busca. Se você tem um negócio e quer aparecer nos resultados do google, seu conteúdo tem que ser considerável para ele para assim ser indexado e aí você vai depender de uma série de fatores que podem te ajudar. Mas não estamos falando simplesmente de aparecer em primeiro (isso pode não ser realmente importante) ou em usar técnicas erradas para conseguir isto; Primeiro que se o seu conteúdo não for bom, não tiver nada a ver com o que ele procura no momento você não vai estar realmente ganhando nada com isso porque seu negócio não estará sendo direcionado para o público-alvo que você quer atingir.

Primeiro que SEO tem muito a ver com web semântica no sentido do uso correto da palavra, use as tags para o que elas foram feitas, dê um significado ao seu código. Aí entra junto o planejamento de conteúdo para o site, onde devem ser bem trabalhadas as palavras-chave que são relevantes para o seu negócio, mas estou falando de planejamento, de criar o conteúdo usando essas palavras-chave de forma sensata e não com exageros. É bom lembrar que o seu conteúdo deve ser feito para o usuário e não apenas para ser crawleado pelos robôs de busca.

Segundo Chris Rother, estamos hoje na era da atração e não mais na era da atenção. Tentar chamar a atenção do consumidor não é mais suficiente,  o bombardeio midiático de mensagens que ele sofre diariamente já não gera tantos resultados porque a mente deste consumidor passa a filtrar apenas o que lhe é conveniente.
A grande vantagem do SEM está justamente fato de que não há nada tão pouco intrusivo na publicidade, você vai estar dando ao usuário o que ele deseja. Naquele momento, toda a atenção está voltada para o seu objetivo e um anúncio ou uma boa colocação no ranking da busca, naquele momento, será totalmente adequado por ter relação com o que ele procura, então as chances de ele entrar na sua página é muito grande. Resumindo, com conteúdo relevante e boa visibilidade no google, você poderá atingir um público que estará realmente interessado no que você tem a dizer.

Outra grande vantagem está no baixo custo de usar SEM em relação aos outros meios de comunicação. Não acho que se deva usar somente o SEM, pelo contrário, acho que ele deve ser realmente considerado numa campanha, afinal a forma como nos comunicamos e procuramos informação hoje mudou, então você deve ir aonde o seu público-alvo está, chega de considerar que o jornal nacional na tv ainda é o horário nobre. O consumidor mudou, sua forma de consumir os meios mudaram, ele inclusive não é mais tão suscetível ao que se promete. Não adianta você gastar muito dinheiro anunciando e na internet as pessoas espalharem umas pras outras o quanto seu produto é ruim. Acho que também não adianta fazer uma boa campanha de tv e o consumidor, quando for pesquisar informações sobre o produto, não encontrar informação ou encontrar sobre a concorrência.

Segundo Gustavo Bacchin, a primeira exposição de um consumidor à uma marca ainda será por meio dos canais convencionais de mídia, mas seu primeiro contato e interação com seus produtos será na internet e será onde a decisão final de compra muitas vezes será tomada.

Sensacional o artigo do Luli Radfahrer sobre a ineficiência dos banners. Já tinha lido no usabilidoido um artigo sobre cegueira de banner antes, realmente o mercado precisa acordar para isso. As pessoas varrem o conteúdo durante a leitura, o que não lhes interessa é ignorado. Como um banner é uma interferência, geralmente não tem relação com o conteúdo do site, então ele é facilmente ignorado pelo usuário.

Não acho que devamos abandonar os banners, mas temos que acordar que isso sozinho não vai gerar resultados satisfatórios para o cliente (afinal, isso é o que realmente importa). É preciso usar as ferramentas de forma integrada para potencializar sua comunicação.

Isso ainda vai entrar em discussão mais pra frente, mas o legal do SEOé justamente por ser uma forma minimamente intrusiva de se chegar ao consumidor, porque o seu anúncio, o seu site vai ter relevância em relação ao que ele está procurando porque é uma resposta ao que ele quer.